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2 de nov. de 2015

Bruxas, mulheres, sábias... somos muitas, de muitas formas.


E pensando na frase "Nós somos as nestas das bruxas..." lembrei que quando eu nasci, minha bisavó me apresentou para a Lua.

Me contam que ela "lia pensamentos", era impossível mentir para ela, que sabia o que estava acontecendo com a família, lá em Teresina e que depois as notícias me confirmavam.

Me contaram também que ela conhecia todas as ervas, chás, rezas, que ela fazia viagem astral, avisava dos perigos, davam conselhos (que ninguém ouvia e depois se arrependia), que ela era a matriarca da família, ela que unia.

As árvores de nosso quintal eram sagradas para ela e ela assim as manteve, nós respeitávamos aquelas árvores porque ela assim nos ensinou.

Ela se foi antes de eu completar três anos, mas eu me lembro dela, nitidamente, com seu cachimbo, seu cabelo longo e prateado, preso na nuca por um coque impecável. Lembro de seus olhos com aquele halo cinza em volta da íris, lembro dela me dando mingau em uma panela de ágata que tinha um flor pintada na frente... eu amava aquela panela, ficou na casa por muito tempo. Dizem que é impossível lembrar, mas eu lembro.

Eu não posso afirmar, mas sinto que a magia dela não se foi totalmente quando ela mudou de esfera, ela deixou muito aqui, deixou com algumas mulheres da família e eu gostaria muito de ser uma delas.

"Nós somos as netas das bruxas que vocês não puderam queimar." nem sempre é apropriação, nós realmente estamos aqui!

28 de ago. de 2014

Queria ser Música

Queria ser música, me transformar em som.
Amo música, não toco nada e canto muito mal, mas a sensação da música faz parte da minha essência.
Música, como toda forma de arte, eleva o espírito humano a um estágio sublime, mas a música é um algo a mais... eleva, enleva e leva à outros planos. Música é oração!!
Não sou, infelizmente, musicista mas queira ser música.
Queria ser notas e acordes, pauta, timbre e voz, e poder ser levada pelo Universo afora, transportada pelo tempo, pelo ar, por ondas sonoras e templos acústicos. Sintetizada em alguma freqüência que tocasse o coração e acalentasse a alma.
Despertar sentimento, quaisquer, pois o que importa é sentir.
Queria ser música para me perder na vibração dos mundos e me achar na eternidade inerente à canção. E assim estar viva para além do fim do sarau.
Queria ser música para ele também sempre lembrar de mim...
E para você que me conhece, que música eu seria??


26 de ago. de 2014

Palavras, palavras, palavras...

Queria as palavras, gosto de ouvi-las, vê-las, senti-las. Queria ter uma de suas musas e poder juntá-las até um sentimento fazer sentido.

Porque os Príncipes só casam com as Princesas?

Estive “revisando” os contos infantis e notei que por mais que o príncipe encontre a linda garota dos seus sonhos e se apaixonem e saiba que ela é mulher da sua vida, só fica com a sua alma gêmea quando a mesma se torna de fato princesa, com título de realeza provado e comprovado.

30 de jul. de 2014

A luta é de todos, mas a voz é de cada um.

Acho muito, muito mesmo bem vinda toda ajuda dentro de movimentos de resistência à opressão.

Movimentos negros, trans, gays, feministas, todos estes deveriam se beneficiar do apoio de pessoas que não fazem parte efetiva desses grupos, e até mesmo de sua luta e militância direta.

Mas entendo também quando essa militância é vista com desconfiança dentro desses grupos, pois acredito que o protagonismo, a voz principal dentro dessas lutas, deve ser dos que empiricamente travam essa luta.

Não concordo com o radicalismo de vetar a participação, mas entendo perfeitamente que um homem, por mais sensível que seja, nunca vai saber o que é sofrer a opressão que a mulher sofre no mundo, portanto, a voz maior dentro de um grupo feminista, pode ser de um homem? Para mim soa como "Olha, você é legal, mas não tem capacidade de se defender, senta ali e olha como se faz!" É se calar, dentro de casa, quem já não tem voz na rua.

Se você é homem. lute pelo feminismo, mas deixe a mulher protagonizar essa luta, tem milhares de formas de lutar pelo feminismo sem calar a voz feminista.

Se você é branco, lute contra o racismo, mas é o negro sabe o que é ser preterido em uma seleção de emprego por causa da cor da pele.

Se você é hetero, cis, magro, etc., continue na luta contra todos os tipos de opressão, mas não desaproprie a, muitas vezes, única voz que se tem para gritar.

Sua luta, seu valor, sua voz, sua militância, suas ideias sempre serão valiosas e muito bem vindas, sempre, mas acredito que o protagonismo nesses espaços é algo de questão de lógica. É confuso entender, por exemplo, um núcleo de luta pelo negro, dentro de um certo partido, cuja a presidente é uma mulher branca. Será que não havia nenhum negro(a) dentro de partido para assumir esse protagonismo, ou será que a mensagem é a do libertador, superior em si, que vem nos salvar?

Já nos calaram na Casa Grande, por favor, não tentem nos calar também na senzala. Até porque, o grito nosso grito vai além da Casa Grande, nossa voz tem que, e vai, ser ouvida na corte!

25 de jul. de 2014

Sigo Sendo.

Se é para ser
Como o mundo quer
Se é para ser
Como eu quero
Fico com a terceira opção

24 de jul. de 2014

In-Sanidade.

Sério, tem horas que me pego pensando se sou “normal”.

Falo sozinha, encarno os personagens de livros que leio, converso mentalmente com esses personagens, geralmente usando o seu tipo de linguagem, o jeito de falar.

Falta um parafuso?


“-Você tem um parafuso solto!”
“- Fulano tem um parafuso a menos!”
Acho que a maioria já ouviu isso algumas vezes (eu já ouvi várias).
Mas essa expressão, geralmente designada para dizer que uma pessoa é um tanto quanto “aluada”, nem chega a ser uma crítica, virou em alguns casos uma forma carinhosa (e espero que tenha sido esse o meu caso) de chamar alguém de excêntrico, doidinho.
Mas eu descobri um novo significado para esta expressão que veio diretamente de encontro a muitas coisas que acredito em relação ao tradicional, “quem somos, de onde viemos e para onde vamos”, quando vi essa imagem:

20 de jul. de 2014

Voar sem asas

Perdi minhas asas, ou melhor, abdiquei delas no meio do caminho entre a cruz e o caldeirão.
Abri mão de minhas asas porque acredito que posso fazer da terra meu paraíso, meu divino, posso ter divindade aqui mesmo, dentro de mim.

Eu soltei minhas asas e me desfiz de amarras.

17 de jul. de 2014

Sou, apenas sou

Troco o céu pela liberdade
Já troquei as asas por um voo mais real
Deixo as amarras no baú das convenções

Sou, apenas sou, sou livre para ser

A Criação do Homem

E o homem criou Deus. Na verdade criou vários deuses, mas como o homem é egoísta, não quis que todos adorassem todos os deuses, assim se dividiu em povos, tribos, classes, castas e separou os deuses entre essas divisões.

Algumas ficaram com vários deuses, outras com um deus só cada uma. Mas o homem é egoísta e prepotente, e pôs seus deuses para brigarem entre si. Houveram mortes, não dos deuses, muitas mortes, pois o homem é cruel, ainda existem guerras e mortes... o homem continua cruel.

Nessa manhã não me lembro do meu sonho...

Nessa manhã não me lembro do meu sonho, ou será que sonhei? Sonhos são feitos de desejos, de não realidades, de acontecimentos vividos ou por viver, sonhos são feitos de sonhos... então, eu deveria sonhar.

Canta para mim



Pois só sei falar com música
Me fala por acordes o sentimento
Que se esconde
Onde
Longe
Tão perto do peito

16 de jul. de 2014

Apenas

Mesmo que seja apenas, e só apenas, naquela fração de tempo em que seu olhar lança seu corpo em minha direção, você se faz meu.

Na exata duração dos gemidos e enquanto o toque traça o contorno das curvas.

15 de jul. de 2014

“-Por que você não escreve um blog?”

Vivo escrevendo... o que? Coisas, muitas coisas.

Não, não são poemas, não chegam a tanto, são apenas... coisas. Que eu leio, vejo, ouço, sinto e penso, principalmente penso, e tento transcrever.

Por quê??

Cogito

Depois de muito, muito tempo, lembrei que tinha esse blog. Na verdade era outro com o mesmo nome (Escrevi por aí...), mas perdi. Perdi e-mail, perdi senha do blog, perdi o acesso, não daria para postar por ele, fiz outro, resgatando algumas coisas e outras ficando no passado.